segunda-feira, 18 de março de 2013

É possível fazer educação de qualidade sem escola?

Do UOL Educação


A escola do futuro não existirá. Ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. Esta é a expectativa de Tião Rocha, educador, antropólogo e uma das principais referências em ensino de folclore e cultura popular. Para ele, educação se faz com bons educadores e o modelo escolar arcaico "aprisiona" e há décadas dá sinais de falência. "Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender", defende.


E é isso que o educador tem feito nos últimos 30 anos, desde que teve "um clarão" e deixou o emprego de professor na Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) para fundar o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, organização não-governamental sem fins lucrativos, criada em 1984, em Belo Horizonte (MG). Na cidade de Curvelo, no sertão mineiro e capital da literatura de Guimarães Rosa (auto-proclamada pelo escritor), Tião iniciou um projeto pedagógico baseado no uso da cultura local como matéria-prima do ensino e na proposta de que a educação acontece em qualquer lugar. E foi debaixo de um pé de manga que a pedagogia da roda começou. Em círculo, as crianças discutem, avaliam e decidem a atividade do dia.


Sua proposta de uma educação mais livre já atingiu mais de 500 educadores e 20.000 crianças. O projeto é reconhecido internacionalmente e foi levado a Moçambique e Guiné Bissau. "Nós comprovamos que é possível sim fazer educação de boa qualidade sem escola, em qualquer lugar. E aprendemos também que só podemos fazer boa educação, se tivermos bons educadores. Bons educadores são aqueles que geram processos permanentes de aprendizado e não repassadores de conteúdo", afirma.

Autor premiado de propostas pedagógicas e livros didáticos sobre o uso do folclore e da cultura popular no ensino básico. Em 2007, Tião recebeu o prêmio Empreendedor Social, do jornal Folha de S.Paulo e da Fundação Schwab. Confira a entrevista aqui


Programa Esquenta da TV Globo tratou do tema Tolerância Religiosa

Do site do FONAPER


No dia 17/03/2013, o Programa Esquenta, da TV Globo, apresentado pela Regina Casé, tratou do tema "Tolerância Religiosa" e levou para o programa representantes de inúmeras crenças religiosas, para que os mesmos manifestassem como contribuem com a tolerância e o respeito às diferenças religiosas.


Regina Casé afirmou que nos últimos anos o disk denúncia da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República tem registrado um aumento significativo de denúncias de casos de discriminação religiosa no Brasil.

Chamou a atenção para a importância da tolerância e respeito às diferentes manifestações religiosas no Brasil, desde as mais antigas às mais novas que continuam surgindo ou chegando em nosso país.

Dentre os participantes do programa, estiveram os representantes do Judaísmo, do Catolicismo, das religiões Evangélicas, das religiões Africanas e Afro-brasileiras, dos Hari Krishna e dos sem religião, salientando que todos podem conviver em paz, quando respeitam as diferenças. Lembrou que respeitar aquele que é do mesmo credo é razoavelmente fácil, difícil é respeitar aquele que possui uma crença diferente, que causa estranhamento.

Acesse aqui os depoimentos dos participantes.


terça-feira, 12 de março de 2013

Conae: Conferência debaterá inclusão de questões raciais na educação

Do site do FONAPER

A inclusão de novas questões étnico-raciais na educação brasileira deverá ser um dos temas das conferências regionais que antecederão a Conferência Nacional de Educação (Conae) 2014. As propostas debatidas nos encontros municipais e intermunicipais serão levadas às conferências estaduais, que servirão de orientação aos delegados designados para o evento nacional, no início do próximo ano.

Representantes da Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-brasileiros (Codara) do Ministério da Educação e dos fóruns de diversidade étnico-raciais reuniram-se nesta quinta-feira, 7, em Brasília, para definir os temas.

Ilma Fátima de Jesus, coordenadora-geral de educação para as relações étnico-raciais do MEC, diz que é preciso avançar nas políticas públicas de igualdade. “Há experiências de sucesso na formação de professores, mas a maioria das universidades precisa ainda incluir conteúdos étnico-raciais nos cursos de licenciatura”, diz a coordenadora.

A Lei 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica, completa 10 anos em 2013. “Podemos avançar e colocar as questões étnico-raciais nos currículos de licenciatura e também na pós-graduação. Precisamos formar professores para que o ensino de história e da cultura afro-brasileira seja uma realidade de fato, uma política afirmativa”, ressalta a coordenadora.

No próximo dia 14, o Fórum Nacional de Educação (FNE) realiza videoconferência, na página http://fne.mec.gov.br/index.php, das 14h30m às 18h00m, a fim de preparar a mobilização nacional para a Conae de 2014.

Mais:



segunda-feira, 11 de março de 2013

Cristãos contra o Pastor

Do site do crunicap


Por ocasião de sua XV Assembleia Geral, delegados e delegadas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) emitiram uma nota de repúdio à nomeação do pastor Marco Feliciano (PSC) para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (saiba mais sobre essa polêmica por aqui).

O Conselho Nacional de Igrejas é formado pelas igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida, representando os cristãos mais ecumênicos em nosso país.

“Expressamos nosso repúdio ao processo que levou à escolha do deputado Marco Feliciano (PSC), o qual, por suas declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias, (...) responde a processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal”, diz um trecho do documento.

“Tal comportamento o descredencia para liderar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e propugnamos por seu imediato afastamento.”, encerra a nota, que ainda conclama por mais "ética na política", por "um Congresso Nacional transparente e com ficha limpa" e pela "reforma política do Estado brasileiro na busca da ampliação da cidadania".

Mais:

Moção de repúdio (baixe aqui o documento)
Combate à intolerância (baixe aqui o livro "O espírito sopra onde quer")

XVII Jornadas sobre Alternativas Religiosas da América Latina

Do site do FONAPER


As Jornadas sobre Alternativas Religiosas da América Latina são um evento regular, bienal, da Associação de Cientistas Sociais da Religião do Mercosul. Sua 17ª. edição ocorre em Porto Alegre, Brasil, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A organização local do evento é assumida pelo Núcleo de Estudos da Religião (NER), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS.

Com abertura prevista para a noite de 11 de novembro de 2013, o evento se desenrolará nos três dias seguintes, contando com atividades diversificadas: conferências, mesas-redondas, grupos de trabalho, conversas sobre religião e arte, além de uma programação cultural.

O tema desta edição é “Pluralismo e interculturalidade: fluxos e itinerários religiosos”, com o objetivo de destacar a preocupação em focarmos movimentos e dinâmicas sociais e culturais nos quais a religião participa. Essa preocupação abriga tópicos, abordagens e recortes bastante variados, como pode ser constatado pela observação do conjunto de atividades que compõem a programação.

Três objetivos motivam este evento, todos eles conectados com as referências latino-americanas. Primeiro, avançar no conhecimento sobre fenômenos e processos que envolvem a religião e ocorrem na América Latina, de um modo que demonstre a conexão entre as pesquisas científicas e as realidades sociais. Segundo, projetar tais realidades da América Latina dentro de debates com alcance global, incentivando diálogos no âmbito da comunidade acadêmica mundial. Terceiro, contribuir para a construção de uma perspectiva latino-americana, algo que traduza ao mesmo tempo a situação do continente nas configurações globais e as particularidades de nossa visada para a compreensão do mundo.

Neste site poderão ser encontradas, além de dados sobre as atividades que compõem a programação, indicações sobre formas e procedimentos de participação, e informações para facilitar a chegada e o deslocamento pela cidade e a universidade que sediam o evento. Ao longo dos meses que antecedem as Jornadas, o site detalhará a programação e oferecerá materiais que contribuirão para a consecução dos objetivos do evento. Além de apresentar na sessão “organizando o evento” algumas das atividades envolvidas com a preparação da atividade.

Estejam todos convidados a participar das XVII Jornadas sobre Alternativas Religiosas da América Latina e a se associarem à Associação de Cientistas Sociais da Religião do Mercosul.
Para mais informações acesse o site: http://www.ufrgs.br/xviijornadas

Fonte: UFRGS

quarta-feira, 6 de março de 2013

UNOESC – SMO têm curso de Ciências da Religião – Licenciatura em Ensino Religioso reconhecido pelo CEE/SC


                                                   Do site do



A Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de São Miguel do Oeste, é exemplo de luta e persistência na organização e abertura do curso de Ciências da Religião – Ensino Religioso implantado ainda no ano de 2009. A primeira turma de acadêmicos é resultado da necessidade de habilitação e aperfeiçoamento na área, tendo em vista que a disciplina é área do conhecimento e integra a Educação Básica.

A turma é diferencial e já se destacou no ano de 2012, quando em conjunto com a Associação dos Professores de Ensino Religioso do Estado de Santa Catarina (ASPERSC), Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) e Gerência de São Miguel do Oeste realizaram o V Colóquio Regional de Ensino Religioso com o tema: “Ensino Religioso na Educação Básica: Enfoques Metodológicos”, reunindo estudantes e pesquisadores envolvidos com a temática.

Na última semana o curso contou com a presença da Comissão Avaliadora para o reconhecimento do curso, a qual atribuiu-lhe a nota 4.19 (sendo que a nota máxima é 5) e recomendou a implantação de novas turmas. Isso, sem dúvidas, é prova do envolvimento, da insistência e coragem das acadêmicas e professores do curso, que nunca mediram esforços para lutar em prol do Ensino Religioso.

O curso de Ciências da Religião agora se prepara para a organização de um novo colóquio, em parceria com a ASPERSC, FONAPER e GERED, objetivando socializar os trabalhos desenvolvidos pelas acadêmicas durante o estágio supervisionado em Ensino Religioso. Parabenizamos a coordenadora do curso, professora Dirce T. D. Sehnem, que jamais desistiu desse desafio e agora nos mostra o quão importante foi a escolha da universidade em oferecer o curso de Ciências da Religião – Licenciatura em Ensino Religioso.

Continuamos esperando por Pernambuco!!!

Barroca

sexta-feira, 1 de março de 2013

Escola forma jovens bruxas, mas não ensina a transformar sapo em príncipe

Do site do iG - iGirl Comportamento



Por R$ 1876 a cada treze lunações, Casa de Bruxa ensina adolescentes a se tornar feiticeiras com aulas de botânica, astronomia e culinária, em Santo André (SP). “Toda mulher tem um pouco de bruxa”, diz estudante

Mãe, meu chapéu está caindo.” “Quem mandou você não colocá-lo no altar para canalizar a energia dele?” O diálogo poderia ter saído de um livro “Harry Potter”, mas é este o tipo de conversa que você pode ouvir na universidade livre de holística Casa de Bruxa , em Santo André, região metropolitana de São Paulo. Enquanto em “Dezesseis Luas”, que estreia esta sexta-feira (1) no Brasil , a protagonista Lena (Alice Englert) vem de uma família de feiticeiros e é incentivada pelos parentes a estudar magia, adolescentes da vida real também começam a frequentar aulas de bruxaria natural no local por influência dos pais.

Dona de nove gatos, quatro cachorros e três tartarugas, a família da estudante Larissa Miotto , 16, é bastante mística e transpira magia. “Minha mãe é bruxa e meu pai é mestre de reiki”, explica a adolescente.

O assunto é tão comum para Larissa que ela nem se lembra quando exatamente começou a se interessar por esta arte. “Eu gosto de bruxaria desde que eu me entendo por gente”, disse. Ela frequenta a Casa de Bruxa desde o primeiro ano de sua vida, mas começou a fazer curso de bruxaria apenas em 2012.

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